Revelados finalistas do WAN Awards 2012 em reutilização adaptativa

Ao longo de 2012 foram recebidos projetos de todo o mundo e o painel de jurados separou os seis melhores numa lista de 31 competidores para a final do concurso.

O painel foi composto pelos jurados John Assael, Paul Williams, Pauline Nee, Rosanna Hu – todos eles com ideias claras sobre o que eles considerariam projetos dignos de um prêmio internacional e condecoração.

Os jurados procuraram projetos que exibiam sensibilidade arquitetônica. Um desses projetos foi o Haus im Haus da Behnisch Architekten, uma jóia da Câmara de Comércio de Hamburgo. O contraste entre a alvenaria pesada, o aço e o vidro chamou a atenção do jurado John Assael, da Assael Architecture, e todos os jurados concordaram ser uma bela e organizada intervenção contemporânea no centro político de Hamburgo.

Mas não foi apenas a estética limpa que ganhou o coração dos jurados; Pauline Nee, chefe de edifícios históricos na John McAslan + Partners, se apaixonou pelo simples e belissimamente feito Salão de Degustação de Vinhos Charles Smith da Oslon Kundig Architects em Wall Walla, EUA.

John Assael comentou sobre o conceito industrial do projeto, o que fez com que a degustação de vinhos se tornasse algo mais acessível para o cidadão comum.

No outro extremo da escala, o Las Arenas em Barcelona, de Rogers Stirk Harbour + Partners, também fez o seu caminho para a cobiçada lista. Um projeto que dividiu os jurados, descrito por Paul Williams, diretor fundador do Stanton Williams como “um tanto sexy”.

Foi a escolha de remover a maior parte da estrutura original e deixar apenas a fachada a decisão certa ou apenas ousadia?

Para Paul Williams, foram as estruturas de aço imaculado de qualidade combinado com a fachada existente que o tornaram digno da lista.

Outro projeto que tratou da questão da sensibilidade à aparência original de um edifício foi o Barriere Hotel da Maison Edouard Francois’ Fouquet, em Paris.

Descrito por Paul como um “Rachel Whiteread” ao contrário, o hotel gerou mais um debate entre os juízes, enquanto desta vez foi sobre a natureza do pastiche e seu papel dentro da reutilização adaptativa.

Os jurados admiraram a engenhosidade da técnica “Moule-Troué” (moldado e furado) do arquiteto para o preenchimento da rua com as fachadas existentes e a instalação de uma grande quantidade de janelas nessas estruturas para permitir iluminação no edifício.

Os outros projetos fortes dentro desta categoria foram musicalmente orientados, mas utilizaram de abordagens muito diferentes a ideia da reutilização adaptativa.

Em Trondheim na Noruega, o projeto Rockheim da Pir II AS incorporou dois novos elementos em formatos de caixa ao edifício existente acima e ao lado da forma original.
O projeto foi descrito por Paul como sendo reminiscente de um “Alsop”.
John admirou a distinção entre o velho e o novo, considerando o conceito atraente.

O segundo projeto também musicalmente orientado e a entrada final da lista foi a conversão de um mosteiro na Normandia, França, em uma escola de música pela Opus 5 Architects.
Os arquitetos tiveram a mesma abordagem de criação de um bloco adicional à estrutura existente, só que desta vez, ao invés de ofuscar a original, o esquema era “secundário ao mosteiro”.

John Assael considerou o projeto “assertivo moderno, mostrando grande coragem e sensibilidade”.

Fonte : WorldArchitectureNews.com.

Você poderá conferir aqui na Vertix o anúncio do edifício vencedor a partir do dia 18 de Dezembro.